Aos 15 anos, a pressão para escolher um curso parece definir o resto das nossas vidas, dividindo-nos entre a paixão pelas artes e a promessa de estabilidade financeira. Entre conselhos contraditórios e o medo de errar, a verdadeira lição é perceber que nenhuma decisão é irreversível. Mais do que seguir caminhos com "saída", o segredo está em moldar o amanhã em busca da nossa própria felicidade e vocação.
Muitos de nós pensam que a escolha que fizermos agora, aos 15 anos de idade, vai influenciar de maneira colossal o nosso futuro! Obviamente que será um pouco afetado, pois para toda a ação há uma reação, mas há que pensar pelo lado positivo. Ao menos adquirimos mais experiência e conhecimento, ou podemos descartar algo do nosso menu tão grande de opções.
É importante realçar que há sempre a oportunidade de recomeçar do zero, com o pé direito, e descobrir aquilo que mais gostamos de fazer — a nossa verdadeira vocação. Mesmo que não tenhamos muito jeito inicial, se trabalharmos arduamente para atingir aquilo que ambicionamos, tudo se consegue!
Os adultos, ora nos falam sobre as dívidas futuras e os problemas relacionados com o dinheiro, induzindo-nos à ideia materialista de que temos de acumular o máximo de capital possível, ora nos dizem que o dinheiro não importa. A meu ver, sem querer ofender ninguém, isto é um pouco contraditório e chega a ser hipócrita. Afinal, são quase sempre aqueles que seguem vidas completamente opostas aos princípios e lemas encorajadores que defendem, que nos julgam por, por exemplo, querermos entrar no mundo das artes. Tão depressa nos contam as suas incríveis experiências nesta área, como nos repetem a famosa frase: “Este curso tem mais saída”.
A verdade é que todos nós somos seres com diferentes vocações e muito para dar — uns mais do que outros, claro. Mas, às vezes, aquilo que nos está mesmo a faltar é aquela mão amiga que nos leva para o caminho certo, incentivando-nos a escolher construir o nosso futuro à nossa maneira e a apenas sorrir e acenar para aqueles que nos tentam afundar numa fase em que somos tão influenciáveis e “moldáveis”.
Posso afirmar que a lição mais importante que aprendi até agora, sobre este tema, foi que nem sempre aquilo para que temos mais “habilidade” é o que nos vai fazer felizes. É por isso que devemos sempre correr em busca da nossa felicidade.
Se o que fizermos hoje pode, sim, mudar o nosso amanhã de maneira significativa, então por que não influenciá-lo a nosso favor?
